CAPÃO, OUTRAS HISTÓRIAS
Novembro 21, 2007 de Mário Leal
Com fluidez semelhante ao texto jornalístico, Valter Ferraz descreve cenas do cotidiano que conheceu. Faz desfilar diante de nós diversas personagens com as quais poderíamos esbarrar nas ruas de um bairro, em que pese ora estejam encobertas com o verniz do pseudônimo. Nomes trocados que não ocultam universos pessoais. Cenas desconcertantes a traduzirem os dias que se foram e aqueles que ainda são.
Não sei dizer que tipo de literatura é. Não é romance. Não é ficção. Não é conto. Permeia entre a crônica e a narrativa pura e simples. É literatura de qualidade, isto sim. Parece-me a revelação que se extraiu da chapa de Raios-X que ousou fotografar o microcosmo da miséria localizada.
“CAPÃO, OUTRAS HISTÓRIAS” permite que se conheça o esqueleto que habita dentro do tecido social. Esta estranha caveira, cujos ossos chacoalham ao ar livre, acaba por escancarar a realidade dos guetos, do descaso público, da corrupção e conivência das autoridades policiais, da leniência dos governantes, da necessidade de manter-se vivo apesar da miséria, do medo, dos disparos das armas de fogo e dos cadáveres encontrados nas esquinas sombrias. A chapa assim revelada demonstra a certeza extraída de notável texto de Marina Colassanti, a pregar que nos acostumamos até com o inaceitável e aceitamos porque este é o único meio de seguirmos adiante.
A pena de Valter soube bem traçar os aspectos cruciais dessa verdade que o desafiou. Os traços são fortes porquanto reproduzem o cotidiano. O ritmo é rápido porque a vida não fornece aviso prévio. A linguagem é a da gente simples da favela. Logo, o retrato é fiel.
A tinta com a qual Valter Ferraz escreveu cada frase constante de “CAPÃO, OUTRAS HISTÓRIAS” deixa no ar um sutil aroma a convidar o leitor para mais atenta leitura, porque o impulsiona a funda reflexão sobre a vida tal qual esta realmente é.




Mário,
Gostei de sua resenha. Você tem um poder de síntese muito bom, analisa com perfeição aquilo que lê. Fiquei com inveja. Quando publicar meu próximo livro vou mandar pra você, nutrindo a experança de merecer uma avaliação sua. Aqui entre nós, textos bem escritos como o do Valter ajudam a crítica.
Grande abraço
Mário,
Excelente. Sua resenha mostra ao leitor, com fidelidade e nitidez fotográfica, toda a essência da obra do Valter. Transforma-se, sem dúvida, em convite irrecusável à leitura. Fosse ele oficializava este texto como parte de toda comemoração de lançamento do “Capão, outras histórias”. Parabéns. Abraço.
Manda bem na resenha meu amigo.
Querido,
Nosso amigo Valter sem dúvida merece esse belo post, no qual você tão brilhantemente nos apresenta seu livro.
Parabéns a ele, por essa conquista!
Beijo carinhoso, ah e eu te amo viu?
Parabéns pela resenha, abraços.Pablo.
Gostei da crítica,MARIO. Só reforça meu desejo de que o dia 6 chegue logo pra ter o livro em mãos e dar um abração ao amigo VALTER.
Grande abraço!!
Mario,
este vou levar, e postar na seção DUAS PALAVRAS NO VRAL.
Muito boa sua resenha! Bom o livro do Valter, que ainda não li, mas conheço as crônicas que deram corpo ao livro. Gosto muito do texto do autor do Capão!
Abraços
Mário, deste jeito as atenções e os holofotes vão para você, hehe! Gosto do seu jeito de escrever e fiquei pensando: “o próximo livro publicado será o seu”, acertei? Ainda não li o livro. Acho que já chegou, pois acabaram de me avisar lá na portaria do prédio que chegou um envelope. Estou curiosa para lê-lo. O Valter disse que não é apropriado para ler com meus alunos, a menos que faça umas ‘adaptações”, he he.
Parabéns pela resenha.
abraço, garoto
Oi,Mario!Já to por aqui tb e ja corrigi o link la no meu blog pra cá.Não pense q vou deixar de acompanharsua caravana!
Bem,vou aproveitar p passar no Valter…
bj
Mário, meu amigo depois de ler a tua resenha fico até preocupado. Será que não “carreguei nas tintas” demais quando escreví? Apesar de tentar ser o mais fiel possivel, sempre corremos o risco de forçar a mão. Esse sempre foi um dos meus cuidados. Não sei se conseguí.
Fico muito grato pelo carinho a mim dispensado e às boas palavras que vc dedica ao meu livro.
Por essas e por outras, tenho a certeza que devo me aplicar mais. Não posso decepcionar os amigos.
Um forte abraço, rapaz!
VALTER, VOCÊ ESCREVEU SOBRE A REALIDADE QUE NOS CERCA. NÃO HÁ COMO CARREGAR A MÃO. A REALIDADE É ASIM MESMO. O LIVRO É BOM E FIEL À REALIDADE. VALE Á PENA SER LIDO.
Eu comprei, estou esperando chegar. Doida prá ler.
Beijos
Parabéns pela excelente análise das palavras tão bem desenhadas do amigo Valter, terei o prazer imenso de receber das mãos do autor a estimada obra.
Lindo dia,amigo
beijos