A SOLUÇÃO DEPENDE DE NÓS
Abril 18, 2008 de Mário Leal
Imagine que você tivesse que, diariamente, se deparar com isso:
…e desses sinais gráficos, misteriosos, dependesse muitas das atividades do seu dia-a-dia. Não falo aqui de rotinas complexas, mas sim de coisas simples como ingressar no ônibus certo que o leve para a sua casa.
Faz bastante tempo e isso prova o quanto já estou velho, deparei-me, em 1983, com o então Prefeito de São Paulo, o engenheiro Mário Covas.
Eu participava de um evento público. Pretendia-se lançar dali algum tempo um clube desportivo no Jardim Maristela, Zona Noroeste de São Paulo, local em que eu residia. A praça estava apinhada de gente e eu, na força dos meus dezessete anos, encostado ao palanque. Mário Covas chegou. Fumava tresloucadamente, às vezes acendendo um cigarro na bituca do outro que acabava e justificou que não poderia implantar um clube quando crianças caminhavam três quilômetros na Zona Sul de São Paulo para chegarem à escola. Por estas e outras que eu gostava do xará. Já sabia que ele implantaria o clube, mas também sabia que já resolvera o problema do transporte escolar para aquelas crianças da Zona Sul. Não fosse assim, ele não estaria naquele palanque discursando entre uma afogada e outra de fumaça de tabaco. Desceu do palanque e caminhei ao lado dele por uns quinhentos metros. Nessa caminhada conversamos sobre alfabetização e o assunto era o novo método implantado pelo Professor Nilo Campos Gomes. (Leia mais).



