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AMOR, SOMENTE AMOR!

(Foto by Volnei Almeida)

Um leproso saiu de entre uns arbustos e estendeu a mão chagada e sem dedos ao jovem cavaleiro. De sua boca, que mais parecia uma cloaca, saiu uma voz rouquenha que se dirigia a Francisco como se ele fosse um deus:

- Compadece-te de nós, meu senhor!

- Que queres de mim?

- Amor, somente amor!…

(…)

Francisco quedou-se imóvel, enquanto o leproso lhe dirigia mais uma vez a expressão - Amor, somente amor, meu senhor!

Francisco baixou a cabeça e não pôde conter as lágrimas. Aproximou-se do leproso, desceu do cavalo e encaminhou-se para apertar-lhe a mão. O leproso, entre perplexo e temeroso diante do rico personagem, esboçou uma fuga, mas, foi contido pelas mãos de Francisco.

- Não, não me toques, pelo amor de Deus, eu sou um desgraçado!

As mãos em garra do leproso estavam gangrenadas e exalavam um cheiro nauseante. Mas, Francisco ainda ouvia aquela voz - “Cavaleiro de Cristo, tens medo?”. E colocou seus lábios naquelas chagas, num respeitoso beijo, deixando-lhe a seguir uma moeda de ouro.

Um silêncio sepucral se fez entre aqueles dois seres. O amor que transbordou do coração de Francisco foi de tal intensidade (…).”

O texto acima foi extraído da obra FRANCISCO DE ASSIS PARA VOCÊ… PAZ E FRATERNIDADE, de autoria do Dr. Humberto Leite de Araújo, editada pelo próprio autor, 1975, pp. 65/66.

Quanto mais leio sobre a vida de Francisco de Assis, muito mais percebo quanto estou distante de ser um verdadeiro cristão.

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UPDATE: Recomendo a leitura do excelente texto da Flávia Sereia: Uma Crítica.

REFLEXÃO POLÍTICA

Os noticiosos andam repletos de violência. Quando a morte não é o recheio principal, perpassamos pela crise política e as decisões sempre em desfavor da população sensata. Poucos lêem jornais e não é diferente o número dos que acompanham aqueles televisivos que, em flashes e pinceladas rápidas, reduzem o macro ao mínimo, estratificando o mundo em pequenas doses diárias.

Os noticiários frenéticos deixam no ar o sabor das desesperanças, depositando em nossos ombros o imenso peso de um globo confuso e enfeitado com valores distorcidos.

Compelidos a seguir adiante, damos passos sôfregos convictos de que tudo está perdido e inevitavelmente seremos roubados, iludidos, enganados e os nossos valores mais perenes serão igualmente vilipendiados, isso se não formos a próxima vítima da criminalidade que dilui a vida em deletérias crescentes porções do incomensurável medo que consome a alegria de viver.

Camuflados em trajes de cidadão, tencionamos apenas sobreviver tal qual nos seja possível apesar dos disparos de metralhadora nos morros cariocas, em que pese os tributos amanhecidos que surgem em formato de recém-lançamento publicitário, embora nem sempre os vencimentos mensais bastem para cobrir as despesas indispensáveis, apesar dessa sensação indiscreta de que, vez por outra, o Estado mais atrapalha do que nos auxilia.

Alguns se refugiam em pretensos paraísos estrangeiros, locais onde a publicidade bem sucedida informa que tudo é tão bom, tão perfeito, tão maravilhosamente organizado para descobrirem, num 11 de setembro qualquer, que nada é tão seguro assim. Outros, por falta de vontade ou opção, permanecem por aqui mesmo tomando sustos diários, em doses homeopáticas, cada vez que percebem que o poço é mais fundo do que parecia.

Faço essas reflexões, extraio ilações, penso com meus botões que, a bem da verdade, ando me preocupando a toa. O Brasil sempre teve distorções sociais e políticas estranhas. Já nasceu assim. O povo é acomodado como nenhum outro. As camadas pobres adoram um programa assistencial que nada resolve. A camada rica prefere ganhar mais dinheiro a investir no Brasil-Futuro, guardando o suficiente para a passagem aérea quando chegar a hora inevitável.

E assim vamos nós, variando presidente, senador, deputado, neste rodízio de gente que promete muito e, ao final, mantém tudo exatamente como há duzentos anos.

CAMPANHA IMPORTANTE

No post de hoje da Luma, ela destacou a campanha via internet que visa presentear mulheres com exames de mama, preventivos ao câncer, além de ressaltar que a doença pode, também, afetar os homens.

A campanha foi muito bem explicada pela Luma e eu já dei meus cliques para colaborar com esse esforço coletivo.

Convido os leitores desta casa a visitarem a Luma, inteirando-se dos detalhes e forma de participação nesta campanha e a unirem esforços em torno dessa bela causa.

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E já que o assunto de hoje são campanhas e amigos da blogosfera, não posso deixar de participar a todos que o amigo Ricardo Filho (Lord Broken Pottery) está lançando mais um livro. O autor de “Computador Sentimental” lançará, no próximo dia 28, na Livraria da Vila, em São Paulo, o seu “SOBRE O TELHADO DAS ÁRVORES”. Vale a pena conferir.

CONSELHO DE PAI

Desejo que a tristeza nunca tenha mais força do que a sua alegria. Que o dinheiro não seja mais do que instrumento e jamais compre a ilusão. Que você contemple a paisagem antes de chegar no seu destino. Que seja capaz de sentir o sabor das coisas e não apenas mastigá-las. Que admirando o vôo dos pássaros você compreenda que voar é possível. Que a noite escura lhe ensine que, mais cedo ou mais tarde, o sol sempre brilhará. Que você olhe para a frente e possa juntar os bens que poderão lhe dar uma vida boa, mas que a sua vida não seja tão boa a ponto de impedi-la de olhar para trás e auxiliar àqueles que jamais terão uma vida tão boa quanto a sua.”

Por e-mail, fui desafiado a publicar um artigo sobre a possibilidade de cura de uma enfermidade através da auto-sugestão.

“Seria possível alguém se curar de uma doença pela simples vontade de obter a cura?”, eis aí a pergunta recebida do amigo de faculdade e que vem acompanhando este bloguinho desde o primeiro post.

Sem o objetivo de fechar a qüestão, vou explicar o que penso a respeito do tema proposto.

Em Fevereiro de 2006 decidi parar de fumar. Achava que 30 cigarros/dia era algo anormal. Aproveitei o feriado de Carnaval e decidi que não mais fumaria. E parei de fumar, isso sem qualquer esforço após os primeiros dois dias que foram mais complicados. No entanto, em Fevereiro/2007, completado um ano sem fumar, cansei de não fumar e retornei ao velho vício. Claro que em pouco mais de um mês passei de 30 para quase 60 cigarros/dia. E assim foi indo até que, conversando com a Cris, ciente de que ela não fumava, decidi novamente parar de fumar, ou seja, passar de quase 60 para nenhum cigarro/dia. E simplesmente parei de fumar, no início repetindo o tempo todo para mim mesmo: “você não precisa do cigarro para viver e não fumará mais”. A exata mesma técnica que usei da primeira vez em que desisti de fumar. Desta última vez, praticamente nem tive aquela conhecida crise da abstinência tamanha a convicção com a qual decidi parar de fumar. Vai daí que, pouco tempo depois, quando o novel casal blogosférico se avistava pela primeira vez, eu já retornará ao status quo de “ex-fumante”.

Conheço pessoas que, sozinhas, conseguiram abandonar o vício em entorpecentes. E um número muito maior de pessoas que, apoiadas na fé religiosa dentro de uma confraria, saíram do mundo do crime, abandonaram vícios e tornaram-se trabalhadores e hoje são pessoas dignas.

Não serei pueril. Óbvio que deixar de lado um hábito nocivo à saúde é muito diferente de curar, digamos, um tumor maligno.

É impossível responder em definitivo à pergunta-título deste post. Mas podemos fazer algumas ilações. A fé religiosa não é, a grosso modo, uma auto-sugestão? Pela fé, não estaríamos acreditando naquilo que não é material e cientificamente comprovado? Se pessoas de uma confraria religiosa conseguem superar as próprias dificuldades e seus vícios a fim de se tornarem seres humanos melhores, por que não poderiam alcançar uma cura ou, pelo menos, uma melhora notável?

Observo que existem pessoas com 40 anos que parecem velhas e acabadas e outras com 90 anos, que assemelham-se a jovens tamanha a vitalidade que possuem. Existem doentes derrotados e doentes dispostos. Há os que esperam a morte para libertá-los da dor e os que teimam em levar uma vida quase normal apesar da enfermidade.

Acho, também, que estamos cercados por energia e a nossa mente determina qual energia permanecerá conosco dentre as tantas que nos envolvem. Note-se que se estivermos irritados, absolutamente nada é capaz de nos acalmar exceto a nossa própria vontade (perceba que o calmante relaxa o corpo e não a mente, podemos despertar com a mesma irritação anterior ou voltar a ela em curto espaço de tempo). Entretanto, se estivermos felizes, mesmo um sério contratempo é superado com bom humor.

Pensando nessas circunstâncias comuns da vida, creio ser possível, se não a cura, ao menos uma melhora substancial através do pensamento positivo e a partir da auto-sugestão. Lembrando que, em estado hipnótico, pacientes são capazes de enfrentar situações que não conseguiriam em estado de vigília. Por isso mesmo eu acredito que podemos sim melhorar através da auto-sugestão. Não sei se somos capazes de eliminar uma enfermidade do nosso corpo, mas com certeza poderemos minimizar os seus efeitos nocivos.

É o que penso e fica aberto o espaço para os que quiserem colaborar com o tema.

CUIDADO NOS BARES E RESTAURANTES

Bandidos estão dando de 10 x 0 em criatividade, em nós e na Polícia. Vejam como o ladrão brasileiro é criativo:

Você e seus amigos ou familiares estão num bar ou restaurante, batendo papo e se divertindo. De repente, chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placa tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro carro. Você, bastante solícito, vai e, ao chegar até o seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e seus pertences.

E ainda terá sorte se não levar um tiro… Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu a três pessoas baleadas, todas envolvidas no mesmo tipo de história.

O jeito, em caso semelhante é não ir sozinho, chame alguns amigos para ir junto, e de longe verifique se é verdade.

Isto também pode acontecer quando se está na igreja ou em outros locais de encontros coletivos.”

(Alerta recebido por email)

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